É, de fato a fase anda rica em boas notícias para o Brasil.
Bom, não posso dizer que sejam boas para os brasileiros, pelo menos para, digamos, uns noventa e tanto por cento da população, mas, sem dúvida, é uma fase rica em notícias que são, no mínimo, animadoras, que fazem o velho país do futuro que nunca chegava começar a ser o país do futuro que começa a chegar.
“O Estado de S.Paulo” traz uma matéria interessante, a partir de um estudo feito para o jornal pela BDO RCS Auditores Independentes, que os leitores deste OCE já conhecem de muitos outros trabalhos. Segundo esse estudo, o Brasil é hoje o sexto maior mercado mundial do futebol, tendo ultrapassado a Holanda. Curiosamente, essa posição coincide com a recém-conquistada sexta posição no ranking dos maiores PIBs do planeta. Vamos aos números:

Para chegar a essa conclusão, a BDO RCS baseou-se nos dados de faturamento dos 25 maiores clubes brasileiros durante o ano de 2010, considerando as receitas obtidas com direitos de transmissão, marketing e bilheteria/estádio, tal como ocorre na Europa e tal como considera esse OCE, sempre. Isso significa, portanto, que o estudo não considerou as receitas obtidas com as negociações de direitos, a popular “venda de jogadores”.
Na Europa, as receitas com direitos de transmissão ou Broadcasting, já incluem percentuais dignos de nota referentes a telefones moveis e internet, setores nos quais ainda estamos no início. Da mesma forma, engatinhamos no que diz respeito às receitas com os estádios, até pelo fato da maioria dos grandes clubes brasileiros não terem estádios próprios, usando praças esportivas públicas. Finalmente, o terceiro ponto: as receitas de marketing, chamadas de Commercial nos estudos europeus, são compostas no Brasil basicamente pelos patrocínios de camisas e um pouco com licenciamento da marca. Já no Velho Mundo elas incluem essas receitas, com grande peso para o licensing e para outras receitas proporcionadas pelo marketing além dos patrocínios de camisa.
Amir Somoggi, autor do estudo, disse ao Estadão que acredita que o Brasil ultrapassará a França até 2014, vindo a ocupar o quinto posto nessa lista (o mesmo deverá ocorrer com o ranking dos PIBs). “Enquanto os clubes da Europa lutam para manter suas receitas, no Brasil estamos apenas descobrindo este potencial. Novas cotas de TV, a exploração de arenas, ainda pouco difundida por aqui, naming rights. Enfim, o mercado brasileiro só está começando a se desenvolver” – disse Amir ao Estadão, explicando a velocidade de crescimento do faturamento dos clubes brasileiros.
A matéria cita, também, o vice-presidente do Corinthians, Luiz Paulo Rosenberg: “Ainda estamos engatinhando no trabalho de exploração das marcas dos clubes… A cada dia o poder da Fiel me surpreende e impressiona. Não tenho dúvidas de que o estádio, quando estiver pronto, possibilitará que tenhamos receitas até aqui inéditas para o clube.”
Também citado, Andrés Sanches, presidente licenciado do clube e diretor da CBF, disse que “Com a proximidade da Copa do Mundo o futebol brasileiro seguirá crescendo. Tem muita gente que está esperando um pouco mais para investir.”
















